ESTRUTURA SOCIOEMOCIONAL: ESCOLA OU FAMÍLIA?

Autores

  • Leandro Aparecido Meneghin Gomes
  • Paula Marcella Dametto
  • Vanessa Alessandra Lopes Oliveira
  • Talita da Rocha Rodrigues Santos
  • Bruna Camila Abílio Quenzer

DOI:

https://doi.org/10.69807/2966-0785.2025.253

Palavras-chave:

socioemocional, escola, família, valores, desenvolvimento humano, clima escolar

Resumo

A formação socioemocional tem sido apontada como elemento central para o desenvolvimento integral, influenciando aprendizagem, saúde mental, convivência e participação cidadã.

Este artigo discute criticamente a pergunta “estrutura socioemocional: escola ou família?”, analisando a corresponsabilidade entre instituições de socialização primária e secundária, os limites éticos e pedagógicos da escola na formação de valores, e as condições objetivas que afetam a atuação familiar.

 Por meio de revisão narrativa de literatura e integração teórica, argumenta-se que a formação socioemocional é um relacional processual e ecológico: a família exerce papel estruturante inicial (apego, regulação emocional, transmissão cultural), enquanto a escola tem função pública de promoção de competências socioemocionais e valores democráticos (convivência, respeito, justiça, inclusão), sem substituir a família nem importa doutrinas privadas.

Conclui-se que as políticas escolares efetivas são ainda: currículo socioemocional explícito e baseado em evidências; clima escolar positivo; formação docente; práticas restaurativas; e estratégias de parceria com famílias, respeitando a diversidade cultural e os direitos.

Referências

Ainsworth, MDS, Blehar, MC, Waters, E., & Wall, S. (1978). Padrões de apego: Um estudo psicológico da situação estranha.

Bowlby, J. (1982). Apego e perda: Vol. 1. Apego (2ª ed.). Basic Books. (Obra original publicada em 1969)

Bourdieu, P. (1977). Esboço de uma teoria da prática. Cambridge University Press.

Bourdieu, P. (1986). As formas de capital. Em J. Richardson (Ed.), Manual de Teoria e Pesquisa para a Sociologia da Educação (pp. 241–258). Greenwood.

Bronfenbrenner, U. (1994). Modelos ecológicos do desenvolvimento humano. Em T. Husén & TN Postlethwaite (Eds.), Enciclopédia internacional de educação (2ª ed.). Elsevier.

CASEL. (2020). Estrutura SEL da CASEL. Colaboração para Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional.

Durkheim, É. (1956). Educação e sociologia. Imprensa Livre.

Durlak, JA, Weissberg, RP, Dymnicki, AB, Taylor, RD, & Schellinger, KB (2011). O impacto do aprimoramento da aprendizagem socioemocional dos alunos: uma meta-análise de intervenções universais baseadas na escola. Child Development, 82 (1), 405–432.

Taylor, RD, Oberle, E., Durlak, JA, & Weissberg, RP (2017). Promovendo o desenvolvimento positivo da juventude por meio de intervenções de aprendizagem socioemocional baseadas na escola: uma meta-análise. Child Development, 88 (4), 1156–1171.

Vygotsky, LS (1978). A mente na sociedade: O desenvolvimento dos processos psicológicos superiores

Publicado

2026-01-17

Como Citar

GOMES, Leandro Aparecido Meneghin; DAMETTO, Paula Marcella; OLIVEIRA, Vanessa Alessandra Lopes; SANTOS, Talita da Rocha Rodrigues; QUENZER, Bruna Camila Abílio. ESTRUTURA SOCIOEMOCIONAL: ESCOLA OU FAMÍLIA?. REVISTA ACADÊMICA DA LUSOFONIA, [S. l.], v. 2, n. 11, p. 1–13, 2026. DOI: 10.69807/2966-0785.2025.253. Disponível em: https://revistaacademicadalusofonia.com/index.php/lusofonia/article/view/253. Acesso em: 31 jan. 2026.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

<< < 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.