Avaliação das Características Físico-Químicas e Microbiológicas da água do Sistema Público em 2023, na Cidade “X” Norte de Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.69807/2966-0785.2025.243Palavras-chave:
Análise microbiológica, água torneira, coliformes, coliformes fecaisResumo
A qualidade da água que chega à torneira do consumidor pode ser afectada por sofrer variações físico-químicas e microbiológicas nos sistemas de distribuição. É uma preocupação global, uma vez que o consumo da água imprópria tem impacto directo na saúde pública, já que pode transportar agentes etiológicos responsáveis por diversas doenças. Neste contexto foi desenvolvido este trabalho com o objectivo de avaliar a qualidade da água do sistema público, que chega aos consumidores dos bairros “A”,“B” e “C”, na cidade de “X”. Para o efeito foram colhidas quatro amostras de água da torneira em cada um dos três bairros, perfazendo 12 amostras. As amostras foram colhidas no período compreendido entre 8 ás12 horas e foram imediatamente transportadas para o laboratório onde foram realizadas análises físico-químicas e microbiológicas. As análises físico-químicas, nomeadamente, cor, sabor, cheiro, turbidez, pH, condutividade eléctrica, sólidos totais foram realizadas no laboratório do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade Lúrio, Faculdade de Ciências de Saúde. As análises microbiológicas para pesquisa de Salmonella typhi, coliformes fecais, coliformes totais e Vibrio cholerae foram realizadas no sector de Microbiologia-Bacteriologia do laboratório central de análises clínicas do Hospital Central de Nampula. Os resultados mostraram que, com a excepção da turbidez, todos os parâmetros físico-químicos (cor, sabor, cheiro, pH, condutividade eléctrica, sólidos totais) estão em conformidade com os requisitos estabelecidos na legislação Moçambicana para a qualidade da água destinada ao consumo humano. Nos parâmetros microbiológicos, as amostras colhidas nos bairros de “A” e “B” apresentaram coliformes fecais e coliformes totais acima do limite indicado na legislação. Por outro lado, não foram encontradas S. typhi e V. cholerea em todas amostras. Os resultados desta pesquisa permitem concluir que as 12 amostras, são impróprias para o consumo humano segundo o diploma ministerial 180/2004.
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