Princípios jurídicos inseridos no ECA – Parte II

Autores

  • Edson Rodrigues Veloso
  • Érica Di Gênova

DOI:

https://doi.org/10.69807/2966-0785.2026.273

Palavras-chave:

criança e adolescente, doutrina da proteção integral, princípios jurídicos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Constituição Federal

Resumo

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990, representa uma ruptura paradigmática na história do direito infantojuvenil brasileiro.  Superando a anacrônica e estigmatizante  "Doutrina da Situação Irregular" do antigo Código de Menores, o ECA internalizou no ordenamento jurídico a Doutrina da Proteção Integral, concebida no artigo 227 da Constituição Federal.  Essa nova doutrina alçou crianças e adolescentes à condição de sujeitos de direitos e pessoas em peculiar fase de desenvolvimento, merecedoras de proteção prioritária por parte da família, da sociedade e do Estado.  A força normativa dessa transformação reside em um robusto sistema de princípios, que não são meras diretrizes programáticas, mas verdadeiros mandamentos que orientam a interpretação e a aplicação de toda a legislação pertinente.  Este artigo analisa a arquitetura principiológica do ECA, demonstrando como seus postulados fundamentais se interconectam para garantir a plena efetividade dos direitos de crianças e adolescentes.

 

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Publicado

2026-02-18

Como Citar

VELOSO, Edson Rodrigues; GÊNOVA, Érica Di. Princípios jurídicos inseridos no ECA – Parte II. REVISTA ACADÊMICA DA LUSOFONIA, [S. l.], v. 3, n. 12, p. 1–12, 2026. DOI: 10.69807/2966-0785.2026.273. Disponível em: https://revistaacademicadalusofonia.com/index.php/lusofonia/article/view/273. Acesso em: 19 fev. 2026.

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