OS TRÊS PILARES DA HISTÓRIA DA FISIOTERAPIA EM ANGOLA

Authors

  • Valeriano Chimuco Kapingala

DOI:

https://doi.org/10.69807/2966-0785.2026.305

Keywords:

Fisioterapia em Angola, três pilares, história da fisioterapia, reabilitação

Abstract

O presente estudo aborda a evolução histórica da Fisioterapia em Angola, destacando três pilares fundamentais que estruturaram a formação, prática clínica e consolidação académica da profissão: a Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Luanda, o Centro
de Medicina Física e Reabilitação e a Universidade Privada de Angola (ex-ISPRA). A investigação parte do reconhecimento de práticas terapêuticas tradicionais pré-coloniais, nas quais figuras como a Umbanda desempenhavam funções de cuidado semelhantes à fisioterapia moderna, evidenciando uma base empírica de reabilitação funcional já existente no contexto sociocultural Angolano.
Durante o período colonial, a fisioterapia desenvolveu-se de forma técnica e institucional, sobretudo vinculada aos serviços de medicina física e reabilitação. Após a independência em 1975, fatores como as sequelas da guerra, o aumento de pessoas com deficiência e a prevalência de doenças crónicas impulsionaram significativamente a expansão da área. Posteriormente, com a introdução do ensino superior, a fisioterapia adquiriu estatuto científico e académico, promovendo a formação de profissionais qualificados e a produção de conhecimento local.

A problemática central do estudo reside na escassez de documentação científica sistematizada sobre a história da fisioterapia em Angola, marcada pela dispersão de fontes e predominância de registos informais. Essa lacuna compromete a construção de uma
identidade profissional sólida e limita o desenvolvimento académico da área. Assim, o estudo propõe-se a descrever e integrar, de forma estruturada, o contributo dos três pilares históricos, valorizando o seu papel na evolução da profissão.
Conclui-se que a sistematização histórica da fisioterapia em Angola é essencial para a preservação da memória institucional, fortalecimento da investigação científica nacional e apoio à formulação de políticas públicas em saúde. Além disso, contribui para o reconhecimento social da profissão e para a valorização do seu impacto na reabilitação funcional e inclusão social.

References

Angola Decreto serie -n.53 -de 15 dezembro de 2000

Angola Decreto :N.º44-A1do conselho de Ministros ,em 06 de Julho de 2001

Angola Decreto n.º257de Maio ,2007

Angola Criado pelo Decreto Presidencial Nº 168/12 de 24 de Julho

Angola Decreto nº16812,de 24 de julho

Angola ,Decreto Presidencial nº 2114 de 19 de Agosto

Boio, F. Z. C. (2025). A influência da cultura local nas práticas de cuidado em saúde: Um

olhar antropológico sobre o uso simultâneo da medicina tradicional e convencional por

pacientes do Huambo. Lumen et Virtus. https://doi.org/10.56238/levv16n53-021

Bindi, S., & Candelise, L. (Eds.). (2026). Intangible cultural heritage and traditional

medical knowledge: Safeguarding healing and medical practices in a globalized world.

Routledge.

Costa, A. (2012). Escola Técnica Profissional de Saúde de Luanda Inaugurada. Luanda:

Jornal de Angola.

Decreto Ministerial 107/83 – 12/2010. Formação Média de Saúde. Decreto

Interministerial 88 – 23/07. Formação Média de Saúde.

Favila E.Marilia ,Caraterizaçao Organizaçional .Das escolas técnicas profissionais de

Saude em Angola : Caso do Estudo á ETPS de Luanda .Evora ,2014

MINSA. (2003). Escolas Técnicas Profissionalizantes da Saúde, Cursos de

Promoção em Ciências de Saúde-Planeamento. Luanda: Edições

Novembro.

MINSA/ETPs. (2011). Currículo do Curso Básico de Enfermagem. Luanda.

Ribas Óscar , Ilundo .(1989) ,Editores ,LDA

World Health Organization. (2000). General Guidelines for Methodologies on

Research and Evaluation of Traditional Medicine. OMS. (citado em Medicine,

healing and performance).

Published

2026-04-23

How to Cite

KAPINGALA, Valeriano Chimuco. OS TRÊS PILARES DA HISTÓRIA DA FISIOTERAPIA EM ANGOLA. REVISTA ACADÊMICA DA LUSOFONIA, [S. l.], v. 3, n. 13, p. 1–12, 2026. DOI: 10.69807/2966-0785.2026.305. Disponível em: https://revistaacademicadalusofonia.com/index.php/lusofonia/article/view/305. Acesso em: 24 apr. 2026.

Similar Articles

1 2 3 4 > >> 

You may also start an advanced similarity search for this article.